O filme The Wall, famoso filme de ópera-rock com trilha de Pink Floyd, contém nítidas referências a toda espécie de autoritaritarismo presente na sociedade: desde professores em colégio a líderes de estados totalitários – incluem-se aí o nazismo e o fascismo.
A lembrança mais comum dessa crítica empreendida pelo Pink Floyd está na letra de Another brick in the wall. O videoclipe dessa, aliás, ainda é figura relativamente fácil na MTV.
Sei lá bem quais as razões, mas alguém, em um grupo de estudos de Filosofia da Arte, cita o bendito filme – algo sobre como o Pink Floyd e o cinema podem dar péssimos exemplos, como incitar crianças, bem como no filme citado, a quebrar coisas e botar fogo na escola.
*pigarro* “Mas o Pink Floyd, er, estava fazendo uma crítica à história da pedagogia! E a sistemas de ensino que obrigam o aluno a reproduzir continuamente um mesmo pensamento.”
Mas aí alguém, talvez um desses fãzinhos da banda, resolve tirar onda:
Olha, eu acho difícil The Wall fazer crítica a alguma coisa. Quer dizer, é simplesmente a autobiografia do baixista do Pink Floyd!
Ah tá. O baixista do Pink Floyd era nazista?
(É óbvio para quem viu o filme que The Wall é uma adaptação extremamente livre da vida de Roger Waters para a tela. Tentando pensar o melhor da pessoa que proferiu a frase, vamos imaginar que só disse isso porque leu a respeito numa revista sobre a banda. Senão, sei lá, melhor esquecermos metade da humanidade…)