Aluno pergunta à professora qual seria a diferença entre a tradução “mito” e “alegoria” no muito famoso “Mito da Caverna”, de Platão. Ele se justifica dizendo o pouco que entendeu em outra disciplina sobre o conceito de “mito” (foi bem pouco mesmo, vos digo como testemunha ocular, e, ainda assim, o pouco conceituou o mito como uma visão cosmogônica derivada da religião ou da cultura – ou seja, fenômeno “coletivo”).
Professora diz que, embora mito seja regularmente preterido em relação à alegoria por alguns tradutores, ela própria não via nada de errado em usar a palavra “mito” – aliás, achava esta uma tradução mais precisa, pois “alegoria” não dava conta de explicitar as intenções de Platão.
A explicação: Por mito, entendemos uma figura que sugere, simbolicamente, de maneira não-literal e não-discursiva, e que possui força em si – sem carecer de mais explicações.
Após essa concepção extremamente pobre e vaga do que é um mito (que concepção é essa? De algum antropólogo desconhecido?), só me resta perguntar às pessoas sensatas: Qual a definição de alegoria?
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Adendo 1: Para completar, duas semana para o período acabar e nada da obra insignificante de Aristóteles. Uhul!
Adendo 2: Os pós-modernistas não me dão um tempo.